Monthly Archives: Dezembro 2009

Festas Felizes

Sem videoclip 😦 mas com os partilhados votos de Festa Felizes, meus e dos Boys (Neil Tennant e Chris Lowe). Estejam atentos ao final da música e oiçam-nos pela sua própria voz.

It Doesn’t Often Snow at Christmas (2009 version) – Pet Shop Boys, do seu mais recente EP “Christmas”

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Sherlock Holmes e Jeremy Brett

Jeremy Brett é Sherlock Holmes. Vem esta frase a propósito da nova versão cinematográfica do famoso personagem de Conan Doyle, interpretada por uns actores americanos com as habituais cenas de violência, pancadaria, saltos e outras patetices americanas que tal, e das quais só vi ainda a apresentação. É quanto basta para rejeitar liminarmente tal visão de Holmes!
Jeremy Bret (3/11/1933 – 12/09/1995), actor inglês que interpretou Holmes na famosa série dos anos 90 produzida pela Granada TV, fê-lo de forma tão obsessiva – ao que não será alheio o facto de Bret sofrer problemas psicológicos que propiciam a obsessão –  que virtualmente acabou por se fundir com a personagem. Durante os 10 anos que durou a série, Bret estudou, leu, releu e sobretudo «viveu» tudo o que dizia respeito a Holmes e Conan Doyle, de forma doentia, no verdadeiro sentido da palavra, que o levaram a premeditadamente «esvaziar o seu corpo da sua própria personalidade para assumir a de Holmes».
Nos seus últimos dias, quando a mente de Brett estava já totalmente controlada por Holmes, o que o fazia viver num terror permanente, ele já não referia o nome do detective, mas tratava-o por “You know who”. Não é de excluir que a morte de Brett, por colapso cardíaco, quando a sua saúde mental estava absolutamente arruinada, tenha sido provocada por Holmes. Foi de certeza.
Na realidade, Holmes é o único personagem que nasceu na ficção e veio tornar-se realidade. Brett deu corpo a Holmes e Holmes e Brett transformaram-se num só. Não sei se alguma vez Conan Doyle previu que isso acontecesse ao escrever uma personagem com a força de carácter de Holmes.
Por isso, dizer que Brett é o actor que melhor interpretou Holmes peca por defeito e por ignorância, dado que Brett era Holmes e não seria difícil a alguém interpretar-se a sim mesmo.
Depois de na minha juventude ter visto todos os episódios da Granada TV e de os ter aqui em casa, é impossível para mim, e sei que não estou só, ver alguém que não é Brett, digo Holmes, a interpretar o papel dele próprio.
Muito menos uns americanos alarves.

Carlos Monteiro
20/12/2009

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Filme do Ano – “Inglorious Bastards”

“Once upon a time”, assim começa a última obra-prima de Tarantino. Nunca a inocente e típica frase de livros de histórias infantis fez tanto sentido numa película. O “cozinhado” de filme que Quentin Tarantino nos serve contém todos os ingredientes necessários para se tornar num clássico. A sua narrativa invoca todos os diferentes géneros que qualquer tentativa de o catalogar se tornaria redutora.
O filme é nos apresentado em 5 capítulos passados durante a 2ª Grande Guerra na França ocupada. Uns caçam Judeus, outros caçam Nazis. O resto da história é melhor nada saber e conferir por si.
Depois de imortalizar Samuel L. Jackson e ressuscitar John Travolta, Tarantino consegue novo milagre. Desta vez dá a conhecer ao Mundo o até então desconhecido (como era possível o seu quase anonimato!) actor austríaco Christoph Waltz, que veste a pele de um Coronel das SS especialista em perseguir Judeus. Toda a sua actuação é um hino à arte maior de representar. Fá-lo em 4 línguas diferentes (francês, inglês, alemão e o italiano) numa prenuncia irrepreensível. Qualquer prémio que lhe atribuam abaixo de Oscar será uma provocação.
Uma última nota, aos muitos que citam de cor alguns dos principais diálogos de Pulp Fiction, muito trabalho vos espera, Tarantino elevou a fasquia.
“Inglorious Bastards” reconcilia os divorciados do cinema.

Ver um filme e sentir vontade de o repetir na sessão seguinte é tão raro e sabe tão bem. No meu caso demorou 4 anos desde “Match Point” de Woody Allen.

Miguel Leal
22/12/2009

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Robert Enke

Morreu Robert Enke. Com apenas 32 anos tudo indica que se suicidou.

Acompanho “religiosamente” (visito a catedral a cada 15 dias) o Benfica desde o inicio da década de oitenta e dizem-me as memórias que Enke depois de Preud’Homme e Bento foi o melhor guarda redes que vi jogar, e o último unanimemente aceite pelos adeptos. A Alemanha e o Hannover 96 perderam ontem o seu titular nós aguardamos o seu substituto desde a sua partida em 2002 para Barcelona.

Miguel Leal
11/11/2009

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António Sérgio

Morreu hoje o António Sérgio. Melómano de nascença era um resistente da Rádio marcando gerações com os seus programas. O homem do “Lança Chamas”, do “Som da Frente” e da “Hora do Lobo”. Um não alinhado na música e provavelmente na vida. Um vanguardista sem a arrogância do saber mais ou do saber primeiro. Um divulgador de musica por gosto sem tiques de professor. A tudo isto juntava uma das mais belas e fortes vozes que a rádio nacional algum dia conheceu. Nos tempos mais próximos poderá continuar a ser ouvido na Radar fm.

p.s. Uma boa noticia é o anunciado regresso (ainda durante este mês) de Nuno Markl à Rádio Comercial. Irá integrar a equipa da manhã liderada por Pedro Ribeiro, aquele que considero o melhor comunicador da nova geração da rádio nacional. Um dia falarei deles com mais pormenor.

Miguel Leal
02/11/2009

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This is It

Imperdível. Não por se tratar de um documentário brilhante ou de um musical de excepção. Diga-se em abono da verdade não fosse a presença de MJ e poderíamos quase classificá-lo de vulgar. O This Is It vale sobretudo pela oportunidade rara de podermos ser confrontados com o génio. De sentirmos como nunca o magnetismo da sua presença. Depois de visto o filme, mesmo os mais ferozes críticos de MJ se virão obrigados a reconhecer que música poderia ter por definição o seu nome. Dando sentido às palavras de Bob Geldof ao anunciar a sua actuação nos BRIT AWARDS 1996: “When he sings, it is with the voice of angels. When his feet move, you can see God dancing.

Há pessoas a quem a morte deveria estar proibida.

Curiosidades:
O milhão de bilhetes para os 50
concertos de Michael Jackson na O2 Arena, em Londres desapareceram a um ritmo impressionante de 40 mil por hora, 675 por minuto. Tinha conseguido 3 para o dia 10 de Agosto. Guardei um de recordação.
Miguel Leal
30/10/2009

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O Post It

O Post It surge após o fim  de um período  de alguns anos no Tonibler, blogue que marcou para o melhor e para o pior, todos aqueles que o acompanharam durante os cerca de cinco anos em que chegou a ter alguma visibilidade no panorama da blogosfera nacional. Divergências inconciliáveis ditaram o fim de um espaço, que ao contrário do que alguns diziam, já não era plural, nem tão pouco ético, algo que exigia aos outros. Um mal português.

Eu e o Miguel Leal encaramos portanto este projecto de opinião, de análise, de reflexão, ou de pura contemplação  de uma forma completamente aberta, numa postura de “vamos ver o que isto dá”

Neste espaço não garantimos que não se possa cair em erros de análise que afectarão o nosso juízo ou até entrarão em contradição com os nossos próprios princípios. De uma coisa podem aqueles que nos lêem estar certos: Tentaremos evita-los, reconhece-los e corrigi-los. É esta falta de humildade na auto-análise que faz falta e tanta vez dita o fim de bons espaços de opinião, que de outra forma poderiam ser interessantes pólos de reflexão.

Não esperem de nós compreensão com atitudes ou forma de opinião menos apropriadas. Não seremos fundamentalistas, mas também não seremos laxistas. Temos pena, mas é a vidinha.

Esperem de nós tudo o resto, sobretudo abertura para todos aqueles que não sendo membros do blogue, quererem ver a sua opinião publicada.

Este é um espaço aberto a todos!

Carlos Monteiro


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