Monthly Archives: Março 2010

Universos paralelos

Enquanto no maior acelerador de partículas do mundo, o Universo é recriado com titânicos choques de protões que imitam o inicio do tudo; o Big Bang, em Portugal apenas vislumbramos uma colisãosinha de dois pipis: o Sócrates e o Passos Coelho, que concorrerão a ver quem veste o fatinho mais cintado…

(pronto, não é um post de jeito, mas apeteceu-me escrever qualquer coisa)

Carlos Monteiro

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Exemplarmente simples

“Como se explica então que o regime norte-americano mais aberto e muito menos restritivo produza menos violações que o nosso regime draconiano? Pois porque simplesmente funciona. Todos sabemos quem está na origem das violações, o procurador responsável pelo processo. Evidentemente que muitas vezes não é o procurador quem directamente viola o segredo de justiça, mas sobre ele cai a responsabilidade processual de o proteger. Nos Estados Unidos, quando há uma violação grave e óbvia do segredo de justiça, o procurador responsável é exemplarmente castigado por desobediência ao tribunal. O procurador falhou o seu dever de proteger o segredo de justiça.”

Aqui

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As Pérolas da Manuela Ferreira Leite

Manuela e a Economia

A mais grave crise internacional desde a grande depressão – “Abalozinho de Terras”

Manuela e a Familia

O Casamento – “visa a procriação”

Manuela e o Partido

A consideração intelectual pelos militantes – “Não escolham o meu sucessor. Pelo aspecto físico.”

Vamos ter saudades… quase tantas como do Sousa Cintra.

Miguel Leal

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Finalmente

Depois de tão nobre discurso, só resto o caminho a Manuel Alegre de devolver ao Estado a pensão milionária que começou a receber mensalmente há uns anos, à qual nem sabia que tinha direito, devida por ter trabalhado uns meses na RDP nuns funções de que já não se lembrava. Segundo o próprio.

Não salva o país, mas é simbólico. Como ele tanto gosta. Estamos vigilantes, Alegre.

Carlos Monteiro

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Falar é fácil

Uma crónica de Henrique Monteiro, a última no Expresso, sobre os sacrifícios que são permanentemente pedidos aos portugueses, termina assim

“Neste aspecto, Sócrates fez o caminho mais simples. Fez exactamente o contrário do que disse, mas também a isso já nos habituámos. Exigiu-nos que pagássemos o défice que ele, e outros antes dele, nunca tiveram a coragem de resolver.”

e isto só aparentemente faz sentido. A verdade é que este povo não se governa, nem deixa governar, como já dizia César há 2.000 anos atrás. A verdade é que este povo não quer a liberdade de escolha e promoção do mérito, mas a igualdade na miséria. A verdade é que este povo quer líderes fortes, e foi por isso que Sócrates teve a sua maioria absoluta, não nos esqueçamos, que mexam com o sistema mas só até ao limite do seu próprio interesse instalado!

E esta é que é a verdade! Os portugueses reclamam dos políticos decisões, e que mexam nos interesses instalados, mas os dos outros!

E Sócrates mexeu: Madeira, farmácias, juízes, professores, mandatos políticos, jornalistas. E em muitos outros. E no que resultou isto? Um nome enxovalhado para sempre de uma forma que o cidadão mais informado jamais conseguirá saber onde acaba a manipulação, que está à vista, e começa a verdade.

Depois disto não contem os portugueses com políticos que os queiram governar com seriedade, que ninguém está para se sujeitar aos henriques monteiros da vida que só se sabem queixar em crónicas muito bem escritas, até ao dia em que mexem com os interesses deles. Aí lançam a asfixia, o freeport, o vara, a manuela moura guedes, a felicia cabrita, a casa pia

Portugal não está assim só por causa dos políticos. Os henriques monteiros têm a sua grande quota parte de responsabilidade também.

Carlos Monteiro

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O Pacheco

O Pacheco Pereira encontra-se numa encruzilhada: como tradutor oficial das palavras de Manuela Ferreira Leite, deveria explicar-nos a concordância desta com a chamada “lei da rolha” do PSD. Por outro lado, a “lei da rolha” com que Pacheco concorda, porque Manuela concorda e Rangel concorda (o Pacheco também é tradutor do Rangel), é da autoria de Santana Lopes com o qual Pacheco discorda quase sempre e pelo qual nutre um certo desprezo. É por isso que até agora ainda não nos deu a sua visão livre de tal medida. A sua, salvo seja, a de Manuela e de Rangel!…

Obviamente que, como Menezes referiu em discurso, se fosse ele, Menezes, a concordar com a lei da rolha e com as sanções a militantes que falam mal da direcção do partido, o Pacheco – que odeia o Menezes –  iria logo a correr desenhar setas do PSD de pernas para o ar no seu blogue.

Ai ele fez mesmo isso quando Menezes era líder do PSD? E Manuela falou mal de Santana antes de eleições? Então deve ser por isso que o Pacheco está tão caladinho…

Carlos Monteiro

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Quem cala, consente

No dia em que este Governo cedeu à chantagem dos professores, que com a ajuda da demagogia do PSD, PP, BE e PCP conseguiram hipotecar para sempre as contas do ministério da Educação, ao garantirem mediante ameaça ao país, sucesso profissional e progressão vitalícia na carreira (e você caro leitor, tem progressão e promoção garantida na sua carreira profissional?), nesse dia, dizia eu, o governo ganhou uns meses de descanso, mas era tudo uma questão de tempo até outro grupo de interesse, outro lobby, outro grupelho de gente, unida pelo eterno interesse de se igualizar em vez de se destacar pela qualidade, vir reivindicar aquilo que é um insulto para o resto do país: aumentos que de valores na casa dos 40%, dando-se ao luxo de recusar um aumento de 17%. São, desta feita, os enfermeiros portugueses.

Amanhã serão outros a insultar o país, os contribuintes e os desempregados. E é nesta altura que aqueles que podem moralizar, os partidos da oposição do arco governativo, se devem manifestar contra a demagogia dos sindicatos, em vez de ficarem calados, consentido por omissão que esta gente deixe o país refém da sua chantagem.

Talvez seja por isso que não são eleitos…

Carlos Monteiro

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