Monthly Archives: Agosto 2010

Um pinheiro? Como o perú de Natal?

Ontem o Sporting ganhou com um golo fora de jogo e um penalti que não existia. Quem é que precisa de um pinheiro?

CM

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Oportunidade perdida

Quantos árabes vimos hoje nas manifestações contra a sentença à morte de uma mulher no Irão, cujo crime foi um acto banal?

Estava aqui uma boa oportunidade, unindo-se aqueles que no ocidente lutam pelos de lá, de mostrar que o Islão é realmente uma religião de união, de perdão e não de punição.

Assim ficamos na dúvida…

CM

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“Gosto”/”Não Gosto”/”Comentar”

Nada tenho contra as redes sociais. Creio que são um bom espaço de escrita e de partilha de ideias entre amigos. Não acredito que as redes sociais possam fazer novos amigos, ou servir com eficácia causas. As redes sociais servem para o que servem, comunicar, transmitir, divulgar. Mas só coisas normais ou «mais ou menos» sérias. Para as coisas sérias não servem para nada. Porque elas próprias não são um espaço sério.

Vem isto a propósito do «grupo» formado no Facebook contra a exeução de um pessoa no Irão. Com audiência em prime time na radio noticiava-se hoje de manhã, e entrevistava-se uma pessoa que fundou «um grupo» no Facebook contra a execução. O grupo conta já com 1500 pessoas que suportam a causa.

Mas o que é suportar a causa? É carregar no botão “Gosto” e nada mais. O problema destas iniciativas é que a gravidade do assunto perde-se no veículo em que é divulgado. E a publicidade a estas inciativas em prime time do horário da manhã faz perder o foco do essencial e o essencial é que uma pessoa vai ser condenada à morte por métodos barbaros no Irão. Dir-me-ão que a reportagem era sobre o grupo do Facebook e não sobre o facto em si no Irão, mas a verdade é que uma coisa está ligada a outra, e uma coisa tira a gravidade da outra.

E isto só demonstra que apesar de vivermos numa era de informação e comunicação imediata ou talvez por isso mesmo, tudo perde imprtância, e tudo perde o seu tempo a partir do momento em que se navega para outra página.

Agora não me venham dizer que isto é mentira e que estão todos solidários e indignados com a vítima da justiça no Irão, porque eu convido todos desde já a ir para a frente da embaixada irania apedrejar as janelas. E quero ver quantos é que se sentem verdadeiramente indignados com o assunto, ou se a indignação se limita ao botão “Gosto”…

CM

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Há crise?

Vejo na TV uma tentativa interpretação jornalistica do facto de em Julho os movimentos na rede Multibanco terem atingido um record: será que há crise? Será que os portugueses apenas deixaram de ir ao banco para irem ao MB?

Vou tentar responder: Há crise. Mas metade dela desaparece se os telejornais forem extintos…

CM

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Existe, mas não fala

Um curiosidade do nosso Presidente da República é o de promulgar leis com as quais não concorda. Desta vez foi a das uniões de facto. Já antes tinha sido o casamento gay. Também é incapaz de ter uma opinião sobre a Justiça, a qual remete para o âmbito exclusivo do governo. Promulga leis mas afirmando que isso “não significa uma adesão” do chefe de Estado ao conteúdo da Lei, e não promove o debate, para que não nos distraiam dos assuntos importantes da Nação…

Para quem passou uma campanha inteira a afirmar que tinha estas e aquelas ideias, estes e aqueles ideais, tantos que várias vezes lhe relembraram que não se candidatava a primeiro-ministro, é um Presidente muito descomprometido com o que nos «vendeu», para não dizer outra coisa, este que temos.

CM

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À boca cheia

Ouço alguém de quem sou próximo, um dos grandes génios dos mercados deste país (fora de brincadeiras, é mesmo) sugerir como argumento de investimento de um fundo cuja linha de cotações parace um electrocardiograma, o facto de em Portugal se gasta 3% do PIB em jogo. É um jogo, as cotações são aleatórias e sem nexo, e tanto se pode ganhar como perder. Como no jogo. Os argumentos andavam por aqui.

Em jeito de provocação interrompo “ai isto agora já é declaradamente um jogo?”, ao que respondem “sim, sempre foi… quer dizer…” e eu volto a insistir “mas agora é à boca cheia?”.

E vêm-me à cabeça as reacções de indignação de todo um país financeiro quando o António Guterres se referiu ao “jogo da Bolsa”. Que era um ignorante, que se tratava de “investir em empresas”, que nada era aleatório, retorquiram todos os pequenos aprendizes de financeiros cheios de sapiencia. Provavelmente os da mesma espécie que levaram o mundo financeiro à ruptura quase total.

Agora os mesmos, ou uns seus semelhantes, vêm vantagens de venda em que isto seja considerado “um jogo”.

Vivemos tempos… diferentes.

CM

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JOSEFA – UM RARO EXEMPLO DE CIDADANIA

A soldado desconhecida

por FERREIRA FERNANDES

Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos – e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: “Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas.” Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar… Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?

Diário de Noticias on-line 12/08/2010

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