Monthly Archives: Janeiro 2011

A MEMÓRIA FUTURA DA PIOR ELEIÇÃO DE SEMPRE

Numa campanha que parece ter sido destinada a eleger o pior candidato eu já escolhi o meu, vejam-no em acção.

Lindo.

Miguel Leal

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Previsão de longo prazo

Se o FMI não entrar em Portugal, não é líquido que a Direita ganhe as próximas eleições.

CMM

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O Direito a disparar contra uma congressista

Num país em que toda a lógica e bom senso mandariam erradicar as armas das mãos da população, hoje uma congressista foi atingida a tiro, 6 pessoas morreram e 12 ficaram feridas. Por causa de um jovem atirador com uma arma na mão. A congressista ao que parece também gosta de armas, como demonstra a fotografia, e apesar de ser uma Democrata pertence à classe dos “Blue Dog”, que são os membros mais conservadores do partido.

Será que depois do que lhe aconteceu mantém a mesma opinião sobre o inalienável direito americano de cada cidadão ter uma arma?

CMM

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Eu acho que o pessoal ainda não viu bem a coisa…

“[por causa do aumento do IVA] As vendas de automóveis ligeiros de passageiros novos em Portugal registaram em Dezembro uma forte subida de 61,9%, face a igual mês do ano passado, fechando o ano com um aumento acumulado de 38,8%. Foram 223 491 veículos comercializados no total, que fizeram de 2010 o melhor dos últimos cinco anos para o sector

Algures pelo DN
CM

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“Inside Job”

Quando o comunismo caiu na Europa de Leste, lembro-me perfeitamente de ouvir os saudosos a lamentarem-se “nós não sabíamos que era assim”, “os intérpretes [dos regimes] eram os errados”. Ou eram os ingénuos ou eram os mal intencionados que diziam isto, e os primeiros não eram melhor gente que os segundos.

Depois do Armagedon financeiro de 2008, as explicações foram muitas, mas uma que retive foi “não se tinha conhecimento nessa altura”, e lembrei-me dos comunistas. Essa gente que venera os “mercados” como um local em que todos temos a nossa influência, mas que na realidade não conta para nada, continua a achar que a auto-regulação existe, continua a achar que esta catástrofe financeira foi em si mesma um acto de auto-regulação, e continua com a mesma fé, como antes, em toda esta batota.

Vem isto a propósito do filme Inside Job, que deveria ser de transmissão em televisão pública e horário nobre, porque toca numa série de aspectos fulcrais, liga acontecimentos distintos do últimos 10 anos de batota dos mercados:

– Ao contrário do que muitos ignorantemente falam, não havia legislação que regulasse activos como os CDOs, nem havia um controlo eficaz das instituições de crédito (a SEC tinha UMA pessoa a trabalhar). Creio que em tempos chegaram a ser centenas). Através da ascensão de uma classe financeira que chegou ao mais alto poder em Washington foi sendo aniquilada, a pouco e pouco, a regulação do Estado americano sobre as instituições de crédito (presidentes do FED, secretário de Estado, conselheiros presidenciais, todos vieram dos bancos e as suas acções em beneficio desses bancos ficam demonstradas neste filme.

– Para crédito dos que não acreditam na fantochada dos mercados, há homens insuspeitos de serem empedernidos comunistas a testemunhar neste filme, como o financeiro George Soros, mas também professores de Economia, Matemáticos, Físicos, Jornalistas, analista, etc etc. É mentira que se ache que não havia conhecimento do que se estava a passar. Esta gente sabia e uns alertaram e outros foram afastados.

– O filme não contém em si qualquer abordagem moralista, mas há de facto uma moral a tirar: a de que a ganancia conduziu a toda esta situação. Podem afirmar “mas não acredito que houvesse uma ganancia global a esta escala”. Não. O filme mostra isso mesmo. Esta gente teve uma ganancia tal que às tantas não acreditavam que 1) a sua instituição caísse (too big to fail) e que 2) uma eventual crise tivesse os efeitos que teve. Assim não aconteceu.

– o filme mostra claramente que as remunerações dos gestores de topo são um assunto mais sério, infinitamente mais sério, do que possamos supor na nossa escala mínima nacional.

– O documentário mostra claramente quem lucrou com isto, e mostra exactamente que esses mesmos que lucrarem em tempos de vacas gordas, também lucraram quando o sistema ruiu, e pior… estão lá outra vez… na administração Obama!

– Islandia: é um case study de como a desregulação intencional pode levar um país à falência. Explicado por A mais B neste documentário, que nos mostra que um sistema financeiro em auto-gestão é pouco mais civilizado que uma organização mafiosa.

-Agência de rating: estão lá todas as que eram pagas a preço de ouro, que ganharam milhões, para atribuírem ratings de AAA a bancos na véspera de falirem. Estavam lá todas e continuam todas por aí. Afinal, segundo as próprias, elas só emitem “opiniões” e não são responsáveis por nada.

A todos os que quiserem continuar a ser papalvos, continuem, mas num conselho desinteressado (porque não tenho muito interesse pelos que ignoram aquilo que está à vista de todos) vos digo: vejam ao menos a porcaria do documentário para ver se deixam de ser papalvos ou que pelo menos saibam a figura que fazem. Tanto quanto sei está ainda em exibição no Corte Ingles.

CM

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