Monthly Archives: Junho 2011

Selecção Nacional… mas da era Queiroz

A fotografia das equipas dos dois partidos que negociaram a coligação Governamental. Dos 6, 5 vão ser ministros. Lindo.Tinha sido prometido a melhor “Selecção Nacional”, mas divulgados os convocados,  constatamos que na politica, continuamos na era Queiroz. A exemplar analogia não é minha, é do Ricardo Costa da SIC. Excepção feita aos nomes de Paulo Macedo e Nuno Crato, todos os outros são incógnitas ou boys para não dizer children’s partidários.  Num Governo “sem suplentes” (de onze ministros apenas), era expectável uma equipa muito mais forte e verdadeiramente mais independente.

Miguel Leal

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Sondagens: o grande vencedor

Durante semanas assistimos a uma novidade eleitoral na comunicação social portuguesa: as sondagens diárias. Ora as sondagens diárias deram quase sempre um empate entre o PSD e o PS que fizeram toda a diferença, a favor do PSD e impediu um melhor resultado do CDS, devido ao voto útil perante e perspectiva de uma vitória não do PS mas de Sócrates.

Estas eleições foram todas elas um enorme voto útil comandado pelas sondagens. E eu não acredito em coincidências… O Paulo Portas acertadamente preveniu para este enorme embuste e ele aconteceu. Esperemos que o PSD tenha mais para oferecer de futuro do que manipulações de comunicação social…

CM

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Portugal e os portugueses

O pouco optimismo que tenho nos portugueses todos os dias se desvanece. Basta olhar para a qualidade da campanha eleitoral que se faz e confrontar com o resultado espectável através das diferentes sondagens, para ficarmos no mínimo perplexos. Como é possível o partido do actual primeiro-ministro estar a lutar pela vitória? Como entender que o maior partido da oposição, inexistente durante 6 anos com 3 ou 4 lideres diferentes possa ser tão premiado? E o que dizer da incompreensível base de apoio que a coligação comunista mantêm? Admitamos, somos pobres. Pobres no saber e na riqueza. E assim sendo premiamos o favor e o amiguismo em detrimento da cultura da exigência e do mérito. Empurrando para a emigração os realmente bons, aqueles que poderiam fazer a diferença com seu talento. E não falo do Cristiano Ronaldo nem do José Mourinho. Esses têm a incrível capacidade de expor em directo alguns dos nossos piores defeitos, a inveja e a mesquinhez. Ninguém no Mundo dúvidas das suas superiores competências mas todos (excepção feita ao patriotismo bacoco da nossa comunicação social) lhes apontam a falta de fair-play nos momentos das derrotas. E quem assim age nunca poderá crescer sobre a sua própria evolução. E é tão fácil dizer que o Guardiola criou provavelmente a melhor equipa de futebol da história e que o Leonel Messi só tem paralelo com Maradona. São tão grandes as evidências que apenas as características intrínsecas do ser português faz não reconhecer tais méritos. Mas é assim que somos e continuaremos a ser. O povo diz o contrário e não tem razão. Afinal há bens que nunca chegam e males que nunca acabam.

Miguel Leal

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