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Revoltado

18 meses passados da actual governação e eis os resultados/conclusões:

– Afinal não existiam as gorduras que os actuais governantes afirmavam saber cortar afim de evitar a insuportável carga fiscal que o PAC IV anunciava e que chumbado levou a queda do anterior governo;

– Os cortes/não pagamento dos subsídios de Natal e de Férias que eram um disparate durante a campanha eleitoral passaram a ser verdadeiros;

– A prometida revolução na TSU para a qual tinham uma equipa a trabalhar durante uma ano quando ainda eram oposição nunca se concretizou;

– O IVA que se afirmava ser o mais injusto dos impostos… apesar de tão contundente opinião apenas subiu…

– Criticavam a falta de cumprimento da promessa de criar 150 mil postos de trabalho do anterior executivo, para surpresa nossa os actuais já conseguiram destruir perto 250 mil. Colocando o desemprego real nuns escandalosos 22% nunca antes atingidos.

– Apelavam ao fim da cunha e dos boys mas conseguem manter em funções o Ministro Relvas que simboliza o pior da nossa sociedade, como o amiguismo, o compadrio, a cultura de favores,et. Tudo aquilo que impede o mérito e o esforço e a transparência de vingar. Recordemos a história da sua licenciatura, os sms por si trocados com o responsável pelo SIS e posterior colaborador da Ongoing, as suas convenientes relações maçónicas  as amizades privilegiadas com o “arquitecto” do maior escândalo politico brasileiro – caso mensalão –  ou essa personagem pouco recomendável que era o único interessado na privatização da TAP; assim como a obsessão pela privatização do canal público de televisão com o propósito de o entregar ao grupo Cofina e a um grupo de capital angolano dos quais poderíamos garantir a tradicional liberdade expressão de angola e a superior escola de  verdadeiro jornalismo que são o Correio da Manhã e o Record.

-Também quando oposição “bateram” e bem no anterior Governador do Banco de Portugal (Vítor Constâncio) pela quase inexistente acção deste no escândalo BPN (banco gerido de forma criminosa que a sua nacionalização e posterior privatização é responsável  pelo maior buraco financeiro das contas do Estado) mas nomeiam um secretário de estado que integrou a Administração da SLN dona do BPN;

-Prometeram um forma diferente de fazer politica, com o assumir das responsabilidades próprias a partir do 1º dia que fossem eleitos sem se escudarem nas heranças do passado.  Deve ser por isso que o Eng. Sócrates é tão citado na assembleia sempre que o actual governo tem de justificar a sua incapacidade para acertar qualquer previsão/projecção que faça sobre qualquer assunto independentemente do prazo.

-A mudança também aconteceria na Politica Externa. Deixaríamos de avalizar regimes como o de Chavez na Venezuela para privilegiar as relações com regimes verdadeiramente democratas. Principio bem evidente nas privatizações efectuadas EDP e REN, ambasi vendidas a empresas públicas de um Estado (China) de partido único, por sinal comunista;

-Também no nosso território iríamos assistir a uma verdadeira revolução no mapa autárquico de modo a combater o caciquismo politico. Pois bem, nenhum concelho foi extinto (como sugeria o memorando da troika tão citado pelo actual governo quando convém), e ainda nos apresentam como candidatos às duas maiores cidades portuguesas (Lisboa e Porto) dois batoteiros. Fernando Seara e Luis Felipe Menezes já cumpriram nos seus actuais concelhos (Sintra e Gaia) o número de mandatos máximos que a lei permite.

Poderia também falar da recusa em solicitar a renegociação do compromisso da troika. Mas já engoliram mais um ano de ajustamento e ao momento em que escrevo advinha-se outro mais. Votariam sempre contra os eurobounds mas agora agradecem a intervenção do BCE na compra de divida pública. Enfim são tantos os exemplos das fragilidades do nosso governo que um dia inteiro a escrever não chegaria.

Não tenho qualquer dúvida em afirmar que estamos perante o mais impreparado governo que tenho memória. Em tão pouco tempo era difícil mentir tanto e fazer tão mal.

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O esquema

Sabendo como sabemos que é graças ao poder local do PSD que Relvas e Passos Coelho ocupam os lugares que ocupam, seria óbvio que a reforma administrativa do território fosse adiada o mais possível. E assim tem sido. Ao invés de reduzir o número de autarquias, Relvas reduz o de freguesias, que são aquelas que estão mais próximas das populações. É um esquema de faz-de-conta; a situação do país está como está graças aos desvarios locais que por todo esse Portugal fora foram acontecendo. Esta seria a primeira reforma que este governo deveria fazer! Mas não; esperámos um ano e meio, perdemos subsidios e vão  aumentarnos os impostos porque nada foi feito. Vão começar agora mas com esta medida que mais não do que mandar-nos areia para os olhos.

É inacreditável como ainda nos continuam a tomar por parvos!

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Impostos socialistas maus, impostos sociais-democratas bons

Já há muito que se fala deste vídeo. Ele representa em pleno o pensamento dominante de muita gente, incluindo os mais prejudicados pela política de austeridade que nos está a ser imposta.

No seu comício semanal, o Professor Marcelo falava em tom radiante, igual ao puto parvo que fica contente por causa do colega que respondeu errado à professora, sobre os cortes nos rendimentos e sobre a austeridade em geral. Que «Sócrates cortou um subsídio» e repete uma, duas, três vezes. Vai-se a ver e Sócrates nunca cortou subsidio nenhum e Marcelo vê-se confrontado com isso pela Judite de Sousa que o interpela. O ar incrédulo dele é revelador: Incrédulo com a sua infalibilidade, Marcelo dá a mão à palmatória mas… Afinal cortar subsídios não foi obra de Sócrates, foi obra de Passos Coelho, mas a decisão não é errada! É acertada!

E assim é com Marcelo e com toda a gente, a qual apesar de estar sujeita à maior carga fiscal que esta Nação já conheceu, por mera falta coragem de quem governa e que vai resultar numa situação pior do que aquela em que estávamos há ano e meio atrás quando já não aguentava mais impostos do PEC4, pelo menos agora é roubada pelos “bons”!

Vejam a idiotice até ao fim que vale a pena.

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by | Novembro 23, 2012 · 19:44

O sonso

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Depois de longa ausência dos blogues, meio de expressão do qal me afastei por achar que a “política de internet”, para além de ignorante, é alheada da realidade, vi-me forçado a voltar porque há coisas que precisam ser escritas e os outros meios não servem os meus propósitos. 

O “sonso” é o meu tema de regresso. O sonso é o nosso Presidente da República. Uma espécie de Presidente em cima do muro, como dizem os brasileiros, expressão que significa que enquanto não é com ele, não sabe, não quer saber,está tudo bem. É com os outros. É assim que se comporta este PR, em relação aos portugueses. Os problemas dos portugueses são com os portugueses, não com ele, Cavaco. Com excepção do dia em que se queixou da sua pequena pensão…

Leio agora que o sonso afirma, segundo noticia o Ionline, que “É necessário ultrapassar o estigma que afastou Portugal do mar, agricultura e indústria“.

Ele disse isto, sim! Ele, que foi quem afundou a nossa frota pesqueira, transformou os nossos agricultores em subsidiocultores e achou que de indústria só a do turismo e dos eucaliptos é que interessava.

Hoje, temos o país que temos, sem pescas, sem indústria, sem população no interior e com turismo de pé descalço graças a este sonso que faz uma afirmação destas! Mas ele continua do alto da sua sonsice a passar incólume à antipatia geral dos portugueses pelos políticos.

O que eu acho incrível e também me levanta dúvidas sobre este povo, muito semelhante aos políticos que elege…

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Festas Felizes

2011 – figura do ano, Rei Mago Gaspar, tirou em vez de dar.

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Aos Fans do Alberto João

Sem me alargar em grandes comentários queria dedicar a noticia de hoje , a todos aqueles (entre os quais alguns familiares, amigos e colegas) que sempre defenderam o “Rei” Jardim, com o argumento da grande obra que é a Madeira. Aguardem que se calhar é aínda maior…. Realmente o desvio é mesmo colossal.

Curiosidade, sempre se confirmará a presença do primeiro-ministro no comício de encerramento da campanha eleitoral nas eleições regionais? Tendo em conta a sua branda reacção ao sucedido, tudo leva a crer que estará de boné e bandeira.

A falta de vergonha bateu todos os recordes.

Miguel Leal

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É Difícil


No último 14 de Julho fez um ano que tive a primeira derrota na vida. A primeira perda irrecuperável, de património que não foi herdado ou oferecido. A morte de um amigo.

Há muitos anos que a noite persistia para ele.

Miguel Leal

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